sábado, 1 de julho de 2017

Chieira

No himeneu que hoje aconteceu.
Estava bela, como belas vão todas as donzelas  às suas próprias bodas.
Mas esta ia de descapotável.
Os cabelos a flutuarem ao vento,
Esta filha de pai que tem mais um sacramento,
Do que o comum dos mortais.
Por isso este ato vale muito mais.
Ainda por cima o noivo que é dos Olivais,
Mais coisa, menos coisa.
Também o chefe do clube de Alvalade,
Deu mais um nó de verdade.
A diferença e que não chegou a igreja de descapotável,
Nem teve a benção de um pai memorável,
Como este na terra do primeiro rei,
Que a história não oficializou.
Não da dinastia segunda,
Como apontou senhora com sabedoria profunda,
Mas o da primeira.
Que chieira...levava a filha e neta de lolas.
Só o pai já não usa mais estolas,
Como o fernando enxota...
Glória, glória, aleluia...
Casar no início do semestre,
Está isento de qualquer peste;
E é um himeneu memorável,
Porque, se mais não fosse,
A noiva ia de descapotável...

E o drone que sobrevoava,
Ainda podia pairar
Sobre grupos com mais de 12 pessoas ao ar livre,
Ou a multa dos 250 aos 250 mil não era à toa.

E não ultrapassar os 400 pés e de dia, sem qualquer finta.
E as aeronaves-brinquedo,  aquelas com menos de 250 gramas de peso,
Não podem ultrapassar os 100 ou  se falarmos em metros, trinta.

O noivo amanhã se pesará também,
E sem qualquer filtro;
E menos um quilo terá:
Pudera! Por ter dado esta noite o litro...

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