terça-feira, 25 de julho de 2017

O amor foge

O amor que foge com o tempo,
Remata assim o poema, o meu conterrâneo
Quando passeava com a sua amada,
Nesta terra avantajada.
Imagino-o no Alto do Couto, no Cardido
Com a companheira sempre à sua beira
Desfrutando do prazer assim nutrido
Nessa terra altaneira
Por mim, vastamente sentido.
Só não sei se foi no passado,
No presente ou no futuro, a mim servido.
Sei que foi tão, tão, tão bom...
Que agora restou a saudade,
Mesmo assim, não se reduzindo a metade,
Como se fosse apenas o eco do tempo,
Levado pelo vento.
Mas é uma pena!
O amor está cá
Não foge com ninguém
Nem se vende por muitíssimo vintém!
Na fonte da vila está lá gravada,
Esta poesia encantada,
A outra, sim a outra
Foi levada pelo vento

É o que eu penso,
Neste preciso momento...

Nenhum comentário: