Na parrachita.
Ai! Só posso dizer isto agora,
Porque o meu pai
já faz tijolo.
Sim, ele era tolo
Por tudo o que lhe dissesse respeito.
Parece que estou a ouvir o João da Mena,
Que nos deixou há muito com enorme pena:
- Não me traga mais cá esse homem!
Dizia-lhe o empresário da confeção
Que não queria nunca mais ver essa alma.
Mas dizia-o com toda a convicção,
Ante o olhar esfomeado e sem calma.
Mas a parrachita em questão,
É tão feia, pior que o pior do mulherão,
Que acho que nem o meu ascendente
Gostaria de lhe ferrar o dente.
Fala do coitado do Obama português,
Que ficará para a história,
Em absoluta memória,
Como o pior chefe de todo o freguês.
Gostei de a ver na gaiola dourada.
O facalhão que na cozinha estava a usar;
E amedrontava, especialmente o patrão,
Cuja mulher falava do nosso alcazar,
A personagem do Tintim espelhada,
Confundindo-a com o ditador de Santa Comba Dão..
Como agora Vieira não representa,
Da sua língua pechonhenta,
Sai o que já na altura saía da Maria,
Desbocada e espaventosa de gritos.
Ficaria mais famosa,
Se como o seu ilustre homónimo,
Antes pregasse aos peixitos...
Ou então me recordasse o nome carinhoso,
Com que o meu primo zé,
Apodava a sua pequenita.

Nenhum comentário:
Postar um comentário