terça-feira, 4 de julho de 2017

Saudades do SMO

Com a igreja de S. Victor defronte,
Numa varanda vejo a assembleia,
A convocação, que o grego foi de longínqua data a fonte,
Com os onze mil e setecentos azulejos que me premeia...

O tempo está cinzento.
Ainda há minutos o sol me beijava;
Como de manhã, na praia de Mindelo,
Nas águas frescas do atlântico me encantava.

Era um bravo, mais um bravo do Mindelo.

Porventura, mais um camelo,
Que lá aportou.

Mas as granjas, as hortências,
Já estão sem quaisquer paciências
Para entrarem em revoluções.

Os paióis são agora mais usados,
Por seres endiabrados
Que pôem em risco a segurança internacional.
El Mundo diz que está ligado ao tráfico de armas,
A que o MAI desmente,
Sempre, sempre a quente,

Como as moças das Enguardas,
Que pressionaram a minha sede,
Ao esperar o nosso João.
Este, muito diferente do de então...

Que saudades do serviço militar obrigatório!...
Nada disto acontecia,
A juventude nele se definia,
Até em carácter no vulgar dormitório.

Onde me encontro esteve aqui um colchão,
A G3 do caloiro de então,
Nas praxes académicas.

Fez disto uma caserna,
Em que do pelotão ninguém se desarranchou.
E eu que gramasse a soldadesca
Como obrigatória e patriótica promessa.

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