sexta-feira, 31 de outubro de 2008

IFIF



Sinto o sol nas minhas costas.
Preciso da sua vitamina,
Como dele para crescer
Precisa uma menina.

A dulce vai ver o pai na ryanair.
Deveria ir até Bastilha,
Mas não pode lá chegar a nossa jovem mulher.
É que a tomada da bastilha,
Já hoje ninguém a quer.

Para chegar à Córsega, parte de barco de Marselha.
Do mar, perto de If, vai ver toda a beleza de telha...
Marselhesa, com certeza.

Claro que lá já não vai ver o rinoceronte
Oferecido por D. Manuel ao papa Leão X.
O barco em que era transportado por aquelas paragens naufragou
E para aquela costa foi enviado.

Parece que se pôs a monte...

Não que antes Albrecht Dürer o desenhasse,
Ele que, como o comum dos mortais, nunca tal exótico animal vira,
Por baixo do seu nome, rhinocerus, acrescentasse:
IFIF

Só vem depois em Agosto.
Vai-se ter que a levar e trazer do aeroporto.
Parafraseando o pintor:
Grande, grande chatice!

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