Mas afinal a minha terra não natal,
Mas o centro do universo, entendido como tal,
Não tem nada a ver com o mosteiro.
Sempre assim foi concebido.
Era uma terra do clero, logo um couto.
E eu, muito afouto,
Lá entendia ser esta a origem toponímica.
Mas eis que ao andar pelo sétimo continente,
Vejo de repente,
Que é um topónimo singelo de castro.
Do latim, castru= acampamento militar fortificado:
Castella (na época das invasões romanas e suevas),
Castelo, castrelo, castrinho, castrilhão, trascastro
Subcastro, cividade, cidá, croa, citânia, montouto e,
O já referido, o meu querido couto.
E os seus compostos
Aqui expostos:
Couto do castro, Pena de Moura, Ponta do castro,
Pena do castro, os castros e Couto do Mouro.
O meu avô foi um mouro de trabalho,
No lugar do alto do couto.
Casou com a minha avó
Que não viu nela possuir seis cérebros como viu a italiana
No presidente francês.
Se calhar, teve dó.
Abandonando a ideia de ir para o brasil,
Ficou lá até uma idade
Que nunca a sua jovem viuvez
Lhe adivinhava tão longeva.
"Ai se não fosse estragada como tu, rosa,
A quinta do outro lado era minha"-
Desabafava ele à lareira com a nora
Trabalhadeira.
Produtora agrícola octogenária.
Não. Não é aquela alimária
Que tu lhe chamas...

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