Alguns telhados
A mancha de pinho encobre valados;
Por trás, o monte da nó adivinho,
Tão conezinho, que parece o da srª da graça.
Não vejo quem lá passa.
Não vejo sequer se alguém com o trabalho se mata.
Sei que estão em baixo os operários da minha terra,
Sustentando um muro que desabar há muito ameaça.
Estou cá dentro.
E penso:
O aniversário
Não deveria ser um calvário.
Já não sou J
Só porque não quis tirar os sapatos à entrada
Nesta sua nova morada.
Parece uma palhaçada!
Logo eu que moro no loteamento do jota.
E até me vesti bem janota,
Para o meio século que está à porta.
A minha obstinação anti mesquita
Pior que uma derrota;
Trouxe consequências de desdita.
Nem o choque em cadeia dos cinco veículos de ontem,
Provocado pelo senhor do café...
Para o ano
Que não se repita mas é...

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