sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Nunca, nunca, nunca


Nunca, nunca, nunca, pagaremos aos nossos irmãos portugueses
Que fizeram do nosso galego, um idioma nacional.
Mais afortunado que o provençal,
Encerrado na sua comarca,
Não morrerá.

Estas palavras em jeito de quadra
Foram proferidas um dia,
São de Manuel Murguía
O historiador que da cova céltica
Parte fazia.

O pejorativo La cueva céltica
De Don Celso Garcia de La Riega, traduzido para galego
Foi excelentemente assimilado por tal denominação.

Não é sem razão, aqueles que achavam que deviam ao celtismo
A sua diferenciada personalidade;
Espécie de galega vaidade.

No fundo, Rosalia, a cantora, que nas cantigas e tradições populares manifestava
Aquilo que Pondal, o bardo, latente no povo achava,
O tal fundamento mítico.

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