Norma e e Sagitário afinal não fazem parte da nossa galáxia.
Esses dois braços não existem, como demonstrou o telescópio Spitzer.
Durante anos os mapas que foram construídos,
Têm que ser doravante corrigidos.
Um pouco como acontecia com os primeiros exploradores que viajavam pelo mundo.
Resta então, centauro e perseu.
A teoria que não pôde ser confirmada,
Porque a terra estava no seu interior instalada,
Sobre os quatro braços estelares.
Um mosaico de 800 mil peças que incluem 110 milhões de estrelas.
Mas, os açores não foram conhecidos antes dos portugueses
Mil anos antes?
Há um quim, o fernandes, o tal que os tem pelos vistos grandes
E no sítio, promete gerar polémica.
Escreveu ele, que quando os portugueses chegaram ao Corvo
A meados de Quatrocentos encontraram lá uma intrigante estátua de pedra,
Representando um cavaleiro com traços característicos do norte de África,
Apontando do ponto mais elevado da ilha em direcção à américa.
Insinuando-se assim, aquilo que Colombo apelidará de um novo mundo...
Claro que não é lenda, já que é descrita pelo nosso elevado humanista
Damião de Góis, cuja credibilidade fica acima de qualquer suspeita.
Este investigador da Fernando Pessoa
Com a obra " O Cavaleiro da ilha do Corvo" que veio a lume tem no prelo outras obras.
Uma delas é sobre a poesia inspirada pelos astros,
Intitulada, "Poesia e o Céu".
Mas mais ambicioso é o livro "O livro dos portugueses esquecidos".
Recorda a vida de mais 300 figuras nacionais que vão dos séculos XVI a XIX,
Que devidos a perseguições várias, se viram obrigados a procurar refúgio noutros países,
Atingindo relevo em áreas distintas.
Como José Carlos, não o meu segundo primo que faz asneiras por ter pouco tino,
Mas o seu homónimo, Almeida, fundador da Sociedade Francesa de Física;
Ou o padre António de Andrade, o primeiro europeu a chegar ao Tibete.
Este mal também no século XX se repete...
Que aconteceu afinal ao José Saramago?!
Um país que sempre conviveu mal com a diferença,
Exibindo sinais de uma intolerância político-religiosa, fundamentalmente,
Que se revelou catastrófica para o seu desenvolvimento,
Ao dispensar, quando não estava assim a expulsar
Um número tão avultado de talentos.
Foram enriquecer sociedades como a alemã ou a holandesa,
Lamenta assim o autor de "Fátima e a ciência";
Como lamenta todo aquele que não tem paciência,
Para se conformar... e partir...

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