Calar uma voz incómoda;
De impropérios que escrevia à toa,
Contra os edis que mandavam como se fossem de Lisboa...
A sua honra sentiu-se na lama manchada,
E vai daí que colocam uma providência cautelar
Para o povoa online o google encerrar.
E na sexta feira última isso aconteceu.
Mas na memória cache ainda se encontra algo:
Um canário que canta desafinado,
Um crime ambiental em Aver-o-Mar,
No fundo, o que na Ria Formosa se está a passar.
Dizem que lá vai tudo ao ar:
Mas como? se o autarca de Olhão e o próprio governador civil
Eles próprios lá estão?
Até se ficam a rir do que diz o povoléu,
Dessas vozes de burro que não chegam ao céu.
Aquilo que foi uma das mais lindas vilas de Portugal
O reguengo varazim de D. Dinis,
Com postais que ilustram esse romantismo,
Eis que imperou a lei do cimento,
Nunca se construiu tão alto no nosso país.
Quantos Coutinhos teriam que ser demolidos?
Quantas torres dinâmicas para reparar o mal que esse blog já não diz?...
As que se seguem: quarta, quinta, sexta,...enésima torres serão em Portugal,
Entre Vila do Conde e Fão;
Ou eu me chame cão!
Desde que soube que ia ser encerrado, em Maio
No dia seguinte brotava o povoa offline, como cogumelo após chuvada intensa.
Mas encerrar blogs não é tão fácil como se pensa:
Há o on, como há o off;
E entre o estar e o não estar,
Mais que uma simples parafraseio hamletiano
Tudo se encontra à distância de um simples clique.
No fundo, bem no fundo,
Como quando surges excelsa numa claridade brilhante,
Ou resolves esconder-te sob a capa da noite.
Mas, até a noite, pode ser iluminada,
E não é só ao pé...
Há que ler a biografia do nosso zé.
Vamos lá ver se o arquitecto italiano dá um jeito nesta torre!...

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