quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Entediado



Estou entediado até dizer basta.
Ontem comprei os dois bilhetes para a terra do mistral,
Agora não sei que faça.

Ainda dizem que a auto-estrada para a minha terra é de graça!
Os cinco cêntimos para cada lado,
São o quíntuplo do que custa o avião.

Quantas vezes eu poderia andar no ar
Com os colegas meus que diariamente lá costumam passar...

Não sei se vá a relva do jardim cortar
Se a casa aspirar?
Ainda estou a pensar...

A pensar no cacarejar das galinhas.
Não é que as malditas
Estiveram a troçar de mim?!
Contavam umas às outras,
Que ouviu o meu pai muito bem
Quando pelo galinheiro ia a passar,
Que fui dar os ovos aos inquilinos das feiras novas...
E que no fim queriam chamar a polícia,
Denunciar ao turismo
Acusar-me à edp;
Denunciar-me ao fisco...
Não pagar.

São os tais das propinas:
Não pagamos, não pagamos!

Lol
Queria era poder...
Poder?
Escolhe a rima;
Isso não vai te comprometer.

Ah, mas eu não sou poeta.
Com que rima, pensar, aspirar, cortar, criatura?
Pinar, achas?
Nada a ver!
Ai não: pergunta ao Freud!
Amar, será?
Talvez.
Já nem sei amar, sequer...

Era telefonar, mulher!
Agora cá com o meo,
O tal dos 200 mil clientes,
Queria era pôr-te a telefonar...

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