quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Negócio do Tulha



Uma noite de copiosa chuva
Um indiano vendedor de flores;
Uma multidão a curtir as feiras...

Mas eis que alguém se abeira do asiático,
O negócio foi muito prático:
Meneou a cabeça debaixo do toldo do tulha,
Pareceu que se travou uma grande bulha.
Àquele, este parecia-lhe um grande pulha
A querer enganá-lo.

Mas foi rápido.
Não mais foi visto o vendedor,
E era outro, o senhor
Que por 25 euros
Fez entre as mulheres
Elevado furor.

Claro que havia aquela
Que recusava pelo receio da dolorosa,
Havia a outra, comprometida com o seu amor,
Mas o que mais se via era mulher com o coração a saltar.

Até eu queria naquele momento ser mulher,
Também poder pular;
Para posteriormente,
Um dia qualquer,
Se alguma vez te encontrasse
Também saber ser meigo
Ta presentear.

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