O quê?
Sim é mais do que verdade.
Ainda há pouco, quando me viste com o extracto do La Caixa
Foi para ver a transferência que tive de fazer.
Um homem dos meus, um dos 22,
Que se meteu cá em cavaladas,
Tem um encargo de 2000 mil euros mensais.
É carro, casa, móveis e sei lá eu o que mais...
Enquanto em espanha estava bom
Os três mil euros davam para ele ir suportando.
Eu pagava a comida, os 750 euros do apartamento;
Enfim, o sustento.
Só se quisesse ir beber uma cerveja
Ou tomar um café,
Era o que tinha de suportar.
Eu pago-lhes sete euros e meio à hora;
E cobro o dobro.
Enquanto era empresa portuguesa,
Ia dando.
Não dava muito,
Mas iam ficando aí uns cinco mil.
Agora, pressionaram todos os portugueses,
Para abrirem lá uma empresa.
Que pagavam a dezassete.
Foi na cantiga há dois meses,
Transferi os empregados;
O contrato foi o mesmo,
Apenas mudou o nome da empresa,
Já que a assinatura foi a mesma.
Agora, o pagar é que está quieto.
E cada homem custa-me lá na segurança social
Mais de mil euros.
Não vou aguentar,
Com o preço de hora que me estão a pagar.
Há quatro anos quando fui daqui para Barcelona,
O preço cá por hora era oito euros e meio mais iva.
Agora, pagam a seis e meio.
Assim não quero!
Deixe lá: há quem queira - responderam-me.
As grandes empresas de construção,
Estão a asfixiar os pequenos até mais não;
Foi como com os minimercados ou mercearias...
E eu que não queria ir para lá...
Mas os caloteiros cá,
A isso me obrigaram.
O amorim, da albergaria império,
Ficou a dever-me mais de 35 mil euros;
Um de Caminha, quinze mil euros...
Até um desgraçado ali da central de camionagem,
Que esteve na austrália,
Me deve 10 mil.
Não me paga porque não consegue vender as casas que construíu.
Àquele o advogado fez um acordo com ele de pagar
E até hoje, nem um cêntimo vi entrar.
Apenas a sair, para o advogado...
Ao de Caminha,
Ia cometendo uma loucura.
Levantei-me de madrugada,
A minha mulher achou estranho;
Até tomei banho.
Apalpou-me o bolso,
E sentiu que levava uma fusca.
Está bem, vai, mas deixa ficar isto comigo;
Eu vou contigo.
Não, mulher, eu tenho que lhe ir fazer uma espera a casa.
E pus-me à estrada.
Nunca me atendia o telemóvel;
Parecia que nunca estava em casa,
Foi lá bloquear-lhe a entrada.
Neste caso, a saída.
Mas eis que chegou um carro da gnr
Que me queria levar para o posto;
Foram informados que alguém lhe queria assaltar a casa.
Que injustiça, amigo!
Dantes era crime, passar um cheques carecas;
Agora, é uma brincadeira do dia a dia...
Sim é mais do que verdade.
Ainda há pouco, quando me viste com o extracto do La Caixa
Foi para ver a transferência que tive de fazer.
Um homem dos meus, um dos 22,
Que se meteu cá em cavaladas,
Tem um encargo de 2000 mil euros mensais.
É carro, casa, móveis e sei lá eu o que mais...
Enquanto em espanha estava bom
Os três mil euros davam para ele ir suportando.
Eu pagava a comida, os 750 euros do apartamento;
Enfim, o sustento.
Só se quisesse ir beber uma cerveja
Ou tomar um café,
Era o que tinha de suportar.
Eu pago-lhes sete euros e meio à hora;
E cobro o dobro.
Enquanto era empresa portuguesa,
Ia dando.
Não dava muito,
Mas iam ficando aí uns cinco mil.
Agora, pressionaram todos os portugueses,
Para abrirem lá uma empresa.
Que pagavam a dezassete.
Foi na cantiga há dois meses,
Transferi os empregados;
O contrato foi o mesmo,
Apenas mudou o nome da empresa,
Já que a assinatura foi a mesma.
Agora, o pagar é que está quieto.
E cada homem custa-me lá na segurança social
Mais de mil euros.
Não vou aguentar,
Com o preço de hora que me estão a pagar.
Há quatro anos quando fui daqui para Barcelona,
O preço cá por hora era oito euros e meio mais iva.
Agora, pagam a seis e meio.
Assim não quero!
Deixe lá: há quem queira - responderam-me.
As grandes empresas de construção,
Estão a asfixiar os pequenos até mais não;
Foi como com os minimercados ou mercearias...
E eu que não queria ir para lá...
Mas os caloteiros cá,
A isso me obrigaram.
O amorim, da albergaria império,
Ficou a dever-me mais de 35 mil euros;
Um de Caminha, quinze mil euros...
Até um desgraçado ali da central de camionagem,
Que esteve na austrália,
Me deve 10 mil.
Não me paga porque não consegue vender as casas que construíu.
Àquele o advogado fez um acordo com ele de pagar
E até hoje, nem um cêntimo vi entrar.
Apenas a sair, para o advogado...
Ao de Caminha,
Ia cometendo uma loucura.
Levantei-me de madrugada,
A minha mulher achou estranho;
Até tomei banho.
Apalpou-me o bolso,
E sentiu que levava uma fusca.
Está bem, vai, mas deixa ficar isto comigo;
Eu vou contigo.
Não, mulher, eu tenho que lhe ir fazer uma espera a casa.
E pus-me à estrada.
Nunca me atendia o telemóvel;
Parecia que nunca estava em casa,
Foi lá bloquear-lhe a entrada.
Neste caso, a saída.
Mas eis que chegou um carro da gnr
Que me queria levar para o posto;
Foram informados que alguém lhe queria assaltar a casa.
Que injustiça, amigo!
Dantes era crime, passar um cheques carecas;
Agora, é uma brincadeira do dia a dia...

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