quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Aparadores de mato



Isto é sempre assim:
Caseiros novos, aparadores de mato.
A história que está a acontecer ao marinho,
Já é muito velho.
Aquele espaço é um logradouro;
Até a entrada para a propriedade,
Estava para lá voltada;
E não para o caminho.

Mas agora,
Faz-se do direito torto.
E, da aldeia venha quem a nós nos mantenha;
Esfregam as mãos de contentamento,
Os advogados sem sentimento.

De que serve o aforismo:
Mais vale um mau negócio que uma boa demanda?
Eles proliferam como cogumelos.
Um por cada trezentos e cinquenta habitantes!
Quando em França é preciso avançar para os 1800,
4200 para uma Áustria
E 6000 para uma Finlândia.

É quase dramático.
510 vagas só para a Universidade Clássica de Lisboa...
E o resto?
A ordem é, na opinião do seu bastonário,
O vazadouro de todas as frustrações
Geradas pelo poder político e algumas escolas...

Ainda ontem uma universidade, a Moderna,
Por falta de qualidade, foi encerrada.
Achas que vai avante?
Não. De forma alguma!

O Presidente bem apela ao povo português...
Logo à noite, interrompendo as férias,
Também com um tempo destes!...
Com uma cajadada mata dois coelhos,
Falando ao povo português.

Só que os jovens, para quem a mensagem deveria chegar,
Vão estar em com licença Coura, a assistir aos sex pistols
Que estão com a pancada peculiar.
O cantor nunca tinha cantado na vida antes,
Mas a postura e comportamento anti-social de sempre,
Até pelos seus dentes podres de adolescente,
Contrastando enormemente com os de hoje.

Mas dizia fuck off pela primeira vez publicamente
À hora do chá do primeiro de Dezembro de 1976.
Matara-se namoradas em hotéis;
As produtoras dirigidas por jovens milionários excêntricos
Tiveram que pagar fianças.

Mas o sonho brasileiro sempre teve futuro,
Ainda ontem ouvi na dois ao Lula da Silva,
E a anarquia em S. Paulo não chegará a ver a luz do dia...

E para onde eles hoje vão, muitas casas de campo existem;
Muitos deles até moram todo o ano em França.
Se calhar até vai ser num rolls-royce que vais lá aparecer...

Parece ironia,
Mas nunca digas "desta água não beberei"...

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